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Autor: uliterrareis@gmail.com
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desvendando a ilusão que foi minha vida
Resolvi escrever isto aqui porque de alguma forma precisava colocar esses pensamentos em palavras pra ter algum jeito de organiza-los. Recentemente descobri que livre arbítrio é uma ilusão, e a partir de então foi como se eu precisasse me desapegar de tudo que já fui e que um dia acreditei. Uma nova Iulia surgiu naquele momento e só escrevendo isto aqui consigo compreender o tipo de transformação que está acontecendo dentro do meu ser.

A história é a seguinte: segundo neurocientistas, o cérebro decide o que irá fazer poucos segundos antes de acharmos que estamos decidindo. Ou seja, o que acreditamos ser a nossa mente, na verdade é o nosso cérebro, que através do determinismo biológico define quem nós somos.
Então tudo aquilo que até então reconhecemos como nosso não existe. Todos os nossos conceitos, tudo aquilo que acreditamos que somos, na realidade é só um turbilhão de informações que foram colocadas na nossa frente desde o momento em que nascemos, além de nosso código genético, claro!

Logo, o eu, ou o ego, nada mais é do que uma ilusão do nosso cérebro, para que acreditemos na ideia de que existe um ser separado, uma identidade.
Calma! Isso não quer dizer que você, ser humano, não exista. O que essa teoria prova é que somos animais que estamos na Terra cumprindo nosso papel no planeta como o resto dos seres que aqui residem, e isso por si só é muito magnífico!Mas então somos máquinas orgânicas sem nenhum poder de decisão? É nesse momento que recorremos aos ensinamentos de um sábio que viveu há 2.500 anos atrás: Xaquiamuni Buddha, o Buddha histórico. Pois o desenvolvimento da atenção plena é um dos pilares do budismo, e é adquirindo essa habilidade que conseguimos obter uma mente presente, focada no aqui e no agora.

E aí que se encontra a grande mágica, pois o caminho para essas conquistas é a prática meditativa. Pois ela nada mais é do que um exercício de observação do estado presente, nos permitindo a longo prazo ter a capacidade de enxergar a realidade tal como ela é, livre de limitações.
É nessa hora que retomamos o nosso poder de “escolha”. É aqui, no momento presente que compreendemos que é necessário transformar os nossos cérebros, ou mentes, como preferir. E é com esse treinamento cerebral que se desenvolve o ser humano livre.
Aí que está a beleza, é através da quebra de barreiras internas que conseguimos encontrar a potencialidade pura do ser, esse é o encontro com a nossa essência, com aquilo que há de mais puro no universo. O que permite um salto evolutivo naqueles que despertam, como espécie, como ser humano.

Afinal nada mais somos do que o próprio sagrado, a própria vida manifestada, a essência da existência. É nesse lugar que encontramos a iluminação, pois a natureza iluminada está em tudo e todos, o que difere nós, seres humanos, é o nosso despertar para ela ou não. Mas é importante frisar que chegamos aqui sem o ego, então nos denominar seres iluminados seria a maior armadilha que poderíamos cair. Afinal esse foi o último demônio mental de Buddha em seu caminho para a libertação.
Então buscar a iluminação é o caminho para a liberdade, buscar a Verdade sobre a existência. E se tudo que existe é a natureza Buda, se somos o todo manifesto em cada ser, então ao nos apegarmos a realidade relativa de que somos seres individuais, nos afastamos do caminho.

Por isso é necessário fazer bem a todos os seres, pois só assim faço genuinamente o bem a mim mesmo. A sabedoria que adquirimos com os ensinamentos de nada serve se estagnada em um único ser, cabe aos despertos auxiliar outros seres para que estes encontrem a iluminação, pois só estaremos completamente livre quando todos os seres forem livres.
Esse é o maior ensinamento de Buda, desapegar-se daquilo que o ego deseja, da realidade relativa criada pela mente na tentativa de nos separar da realidade absoluta. De que somos universo, que somos toda a vida manifestada. Sabe o quão grande é isso? O quão magnífico?
Tudo isso que escrevo aqui só me trás mais cede de busca, mais cede de conhecimento. Aquilo que não é estimulado cessa, já diria Monja Coen, então que esse possa ser o primeiro texto, de muitos escritos dessa busca pelo saber, pelo entendimento da mente humana, tal como ela é, sem limitações, sem barreiras e sem livre arbítrio.
Mãos em prece.
Iulia Terra -
o que a tendinite me ensinou
Desde março desse ano venho enfrentando uma lesão inflamatório de tendinite na mão direita. Esse processo começou durante a primeira semana de avaliações do semestre, mas só depois fui buscar auxílio médico.
Pra quem não sabe, cursava arquitetura, curso que segundo pesquisas demanda maior tempo de estudo, superando direito e medicina.Como fazia questão de ser boa aluna, passar um mês sem conseguir desempenhar minhas atividades adequadamente, por estar com a mão imobilizada, foi um grande transtorno. Meu rendimento caiu, e a minha mente não soube lidar bem com isso, afetando até mesmo a recuperação da tendinite.
Foi então que comecei a perceber que precisava urgentemente diminuir o meu ritmo, não dava mais pra passar horas debruçada no computador fazendo projeto, virando madrugadas a fio. Surgiu então o pensamento sobre trancar o curso e seguir carreira holística, já que tinha começado o curso de terapia xamânica também em março. E foi justamente numa das aulas do curso que comecei a absorver a ideia de sair de arquitetura.
Decidir trancar foi muito difícil, envolvia ideias pré estabelecidas sobre o meu futuro, concepções criadas pela minha família de que sem um diploma eu não seria bem sucedida. E escutar de professores que eu era um grande talento e fazia diferença dentro de sala de aula também não tornou fácil esse processo.
Mas foi justamente nesse momento que entrei em maior sintonia com o universo e comecei a receber diversas informações tão grandiosas que me fizeram questionar se eu era verdadeiramente merecedora de tudo que a mim chegava. Foi um momento de transformação muito mágico, pois me entreguei ao universo e ele me mostrou que curar era minha missão aqui nesse planeta.
Ainda estou em processo de aprendizado, de desenvolvimento da minhas habilidades de cura, e principalmente me curando de algumas feridas emocionais que ainda se encontram abertas dentro do meu ser. Agradeço imensamente ao universo por me proporcionar tamanho crescimento.
Entrego, confio, aceito e agradeço.
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a jornada da xamã
Em toda minha vida nunca havia imaginado que encontraria no Xamanismo uma das respostas para a minha espiritualidade, quem sabe talvez por ter vindo de família católica apostólica romana.
Meu primeiro contato com o Xamanismo foi na Aldeia Outro Mundo em abril de 2018, através de Mayo, o xamã que abriu a minha mente pra uma das egrégoras mais lindas que poderia conhecer nessa existência. Posso dizer que foi uma das melhores vivências que tive naquele lugar, uma vivência de cura e acima de tudo gratidão. Pena que não tinha entendimento suficiente pra admitir isso na época.

Talvez porque, no meu processo de cura, ainda precisasse passar primeiro pela experiência da Ayahuasca pra que essa transformação de um ser que acreditava ser apenas escuridão, pra um ser que abraçou a própria luz. Agradeço a Zé que foi de extrema importância pra esse meu reconhecimento do que é o meu ser.
Mas o mais fundamental para essa jornada foi o curso que me proporcionou transformar minha vida de uma vez por todas. Afinal, não fui buscar minha cura em um terapeuta xamã, busquei, mesmo que sem querer, aprender a ser essa terapeuta.

Jamais imaginei que fosse esse curso que me faria repensar a minha busca por um diploma, ou compreender que a minha missão dessa existência, ou talvez até de futuras, seja trabalhar com a cura. Demorei até compreender tudo isso, pois tive muita dificuldade em começar a me sentir confiante para praticar.
Porém como estamos falando de jornada, estava faltando o instrumento essencial para ela, um tambor, ou, como também é chamado cavalo. E após ter passado alguns longos meses procurando o artesão ideal, lembrei que Mayo, aquele primeiro xamã que apareceu em minha vida, confecciona tambores. Foi o universo me mandando mais uma mensagem, que meu cavalo precisava vir de mãos especiais.
Que comecem, então, as jornadas…

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quando a seleção natural é espiritualista
Essa semana estava assistindo Modern Family e ouvi a seguinte frase: “É difícil ser um homem branco hoje em dia”. Uma frase que realmente define o momento em que vivemos, que alguns estão chamando de Revolta do Homem Branco. Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa bem política, mas a percepção que tive desta frase não foi só política, também foi espiritualista.
De fato tem ocorrido uma não aceitação do homem branco, enquanto classe, aos movimentos de luta das minorias historicamente oprimidas pela classe dominante. Opressão essa que surge através de uma hierarquia imaginária, onde supostamente existiria uma característica humana superior a outra, criando assim a ideologia que o homem branco é superior a outras classes.
Entendendo que o nosso processo evolutivo se dá pela seleção natural, não dos mais fortes e sim dos mais adaptáveis, é possível tirar algumas conclusões ao se analisar a conjuntura em que vivemos. Afinal, é sabido pelos espiritualistas, que estamos numa fase de ascensão do nosso planeta Terra, e para que essa evolução planetária aconteça é necessário que o ser humano abdique de algumas crenças arcaicas como a supremacia de um ser perante o outro.
Estamos em um trânsito astrológico de Netuno em Peixes, em que se acredita estar acontecendo um despertar coletivo, o que demonstra que as nossas visões de mundo se transformarão. Olha o quão isso é magnífico! Então o que quero dizer é que cada vez mais precisaremos estar mais conectados com o outro, porque a empatia é essencial pra se conhecer a unicidade.
Somos todos Ohm, e nesse processo vai ser necessário deixar algumas pessoas para trás, pois esse planeta está se transformando um lugar onde o retorno tem um propósito maior, a própria Terra. Afinal já passou da hora desse lugar de imensurável beleza e poder transformador ser habitado por seres que compreendem o quão importante ele é.
A todos os seres que voltam por e para esse lugar, gratidão por existirem ♥
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são paulo, 26 de maio de 2019
Olá, minha amiga,
Enfim voltamos a esse lugar de reconectar-se com a fonte, Gratidão ao universo mais uma vez por essa oportunidade de crescimento.
Lembrar que você é xamã e o porque dessa sua linhagem ancestral, e a sua conexão com os lobos foi um enorme presente.
Voltar ao útero também foi uma experiência bastante enriquecedora, voltar ao lugar de primeiro contato com esse corpo físico foi muito reconfortante, transformador, praticamente um renascimento.
Que lugar poderoso é a Morada do Xamã, transformador, iluminado. Gratidão a todos os seres que se fizeram ali presentes. E também a todos os ensinamentos que foram ali ensinados e aprendidos.
Gratidão. Esse é o maior ensinamento que aprendi com a Ayahuasca.
Gratidão ♥
Iulia Terra
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desvendando anapanasatti
Desde a minha ida ao templo para meditar minha mente tem se confundido sobre o meu processo meditativo. Não sentir a minha respiração, e ao invés disso sentir uma dor no peito, me provocou profundas reflexões, até mesmo se isso não gerou algum tipo de desequilíbrio.
Considerando que a mestre havia nos dito para apenas observar a respiração, me questionei se ao invés de anapanasatti não teria feito um pranayama, pois desde que aprendi a técnica de respiração diafragmática tenho praticado meditação dessa forma.
Mas ao estudar mais profundamente entendi que tanto na primeira vez em que estive no tempo, que chorei de felicidade ao realizar a mettabhavana, entendi que entrei em um estado meditativo mais profundo, mas ainda me questiono o que foi aquele incômodo no peito, uma dor que se assemelhava a dor que senti durante a consagração de ayahuasca.
Bom, creio que a causa que proporcionou esse efeito só desvendarei com o tempo, com estudo e com bastante prática.
Gratidão universo pela oportunidade de crescimento
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o despertar de um novo dia
Hoje me acordas-te de uma forma magnífica, lembrando-me da luz que há em mim, mas mesmo assim não imaginava que o dia de hoje me proporcionaria certos tipos de reflexões como estou tendo nesse momento.
Entender que nossa ligação cósmica tem relação com testar a fé do outro é muito surpreendente, apesar de fazer todo e total sentido. Sei o quanto é fácil tender ao ateísmo quando se teve uma formação cristã, mas isso acabou te afastando de outras percepções do mundo muito além do Deus criador. E serei eternamente grata ao universo por ter feito você acreditar nele desde antes de me conhecer, estar comigo só te ajudou a estender a sua crença nele ♥
Sinto que Shanti veio pras nossas vidas com um potencial transformador que talvez nem Ajna e Prana tenham tido, e se a gente estiver em um com o universo nesse processo teremos muita paz pra conquistar nesse período. Acredito que com a agitação de Prana seja tudo que nós precisemos, certo?
Interessante que havia tempos que não escrevia algo para você dessa forma, aliás, esta talvez seja a primeira pois nunca escrevi um texto durante tantas reflexões a fundo sobre muitas coisas, quase com uma equanimidade.
Amo tanto o que nossa família tem se tornado, parece que as coisas tem acontecido da forma exatamente necessária, me lembra até aquela questão do livre arbítrio. Preciso tanto discutir mais sobre isso, com alguma pessoa que tenha mais algum entendimento do que nós dois, pois é um assunto que precisa ser desenrolado nesta mente material.
Afinal ter atenção plena e ser um com o universo certamente deve te proporcionar um certo nível de “escolha”, acho até que já li isso em algum lugar, mas preciso revirar bem a memória para recordar onde foi. O nome para isso seria escolha consciente, pois se você está presente, toda e qualquer atitude é realizada com 100% de consciência.
E não deixa nenhuma margem para o seu subconsciente decidir. Uma dádiva que só é permitida àqueles que encontram a chave para desvendá-la. Precisarei discorrer mais sobre o assunto na aula de amanhã, porque precisarei de uma orientação pra os caminhos que venho desvendando ultimamente…
Ohmn, shanti, shanti, shanti…
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a chegada até aqui
O processo de chegar até aqui não foi muito fácil, como nada na vida deveria ser, mas depois de tantos anos tentando chegar num lugar, me ver, aos 25 anos, saindo de um outro curso de graduação tem sido um pouco assustador.
Talvez porque pela primeira vez na minha vida sinto que deixo pra trás, definitivamente, as pressões conservadoras que me dizem que não serei alguém, porque vamos combinar, o que te define como alguém além de ser você mesmo?
Mas o que mais assusta não é o que foi, pois o passado já não define mais quem sou, é justamente essa fase de (re)descoberta que sinto acontecer em mim, a cada momento dos meus dias. Pois sei uma vez que aceitei que irei seguir o meu objetivo de ter vindo para este planeta, compreendi que esse caminho é completamente desconhecido, como mergulhar pela primeira vez, no mais profundo oceano com apenas snorquel e uma lanterna de pilha.
Sei que esse momento vai ser um momento de olhada pra dentro muito intensa, preciso realmente revirar tudo que já fui, e me desprender de tudo que um dia me aprisionou . Buscar a liberdade pra encontrar em mim todas as coisas que as dúvidas, colocadas por outras pessoas, me impediram de ser.
Gratidão a todo arranjo de átomos que me proporcionou chegar a este instante, algumas vezes tive dificuldade de entender o propósito de coisas que me aconteceram, mas hoje sei com certeza que cada particularidade foi para o meu desenvolvimento. Mais do que nunca eu entrego, confio, aceito e agradeço, com cada partícula do meu ser.

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compromisso com a minha alma
Eu, Iulia Cardoso Martins Terra Reis, assumo o compromisso com a minha alma de daqui a 7 meses estar trilhando o caminho espiritual que nasci para trilhar.
Iulia Terra Reis