Resolvi escrever isto aqui porque de alguma forma precisava colocar esses pensamentos em palavras pra ter algum jeito de organiza-los. Recentemente descobri que livre arbítrio é uma ilusão, e a partir de então foi como se eu precisasse me desapegar de tudo que já fui e que um dia acreditei. Uma nova Iulia surgiu naquele momento e só escrevendo isto aqui consigo compreender o tipo de transformação que está acontecendo dentro do meu ser.
A história é a seguinte: segundo neurocientistas, o cérebro decide o que irá fazer poucos segundos antes de acharmos que estamos decidindo. Ou seja, o que acreditamos ser a nossa mente, na verdade é o nosso cérebro, que através do determinismo biológico define quem nós somos.
Então tudo aquilo que até então reconhecemos como nosso não existe. Todos os nossos conceitos, tudo aquilo que acreditamos que somos, na realidade é só um turbilhão de informações que foram colocadas na nossa frente desde o momento em que nascemos, além de nosso código genético, claro!
Logo, o eu, ou o ego, nada mais é do que uma ilusão do nosso cérebro, para que acreditemos na ideia de que existe um ser separado, uma identidade. Calma! Isso não quer dizer que você, ser humano, não exista. O que essa teoria prova é que somos animais que estamos na Terra cumprindo nosso papel no planeta como o resto dos seres que aqui residem, e isso por si só é muito magnífico!
Mas então somos máquinas orgânicas sem nenhum poder de decisão? É nesse momento que recorremos aos ensinamentos de um sábio que viveu há 2.500 anos atrás: Xaquiamuni Buddha, o Buddha histórico. Pois o desenvolvimento da atenção plena é um dos pilares do budismo, e é adquirindo essa habilidade que conseguimos obter uma mente presente, focada no aqui e no agora.
E aí que se encontra a grande mágica, pois o caminho para essas conquistas é a prática meditativa. Pois ela nada mais é do que um exercício de observação do estado presente, nos permitindo a longo prazo ter a capacidade de enxergar a realidade tal como ela é, livre de limitações.
É nessa hora que retomamos o nosso poder de “escolha”. É aqui, no momento presente que compreendemos que é necessário transformar os nossos cérebros, ou mentes, como preferir. E é com esse treinamento cerebral que se desenvolve o ser humano livre.
Aí que está a beleza, é através da quebra de barreiras internas que conseguimos encontrar a potencialidade pura do ser, esse é o encontro com a nossa essência, com aquilo que há de mais puro no universo. O que permite um salto evolutivo naqueles que despertam, como espécie, como ser humano.
Afinal nada mais somos do que o próprio sagrado, a própria vida manifestada, a essência da existência. É nesse lugar que encontramos a iluminação, pois a natureza iluminada está em tudo e todos, o que difere nós, seres humanos, é o nosso despertar para ela ou não. Mas é importante frisar que chegamos aqui sem o ego, então nos denominar seres iluminados seria a maior armadilha que poderíamos cair. Afinal esse foi o último demônio mental de Buddha em seu caminho para a libertação.
Então buscar a iluminação é o caminho para a liberdade, buscar a Verdade sobre a existência. E se tudo que existe é a natureza Buda, se somos o todo manifesto em cada ser, então ao nos apegarmos a realidade relativa de que somos seres individuais, nos afastamos do caminho.
Por isso é necessário fazer bem a todos os seres, pois só assim faço genuinamente o bem a mim mesmo. A sabedoria que adquirimos com os ensinamentos de nada serve se estagnada em um único ser, cabe aos despertos auxiliar outros seres para que estes encontrem a iluminação, pois só estaremos completamente livre quando todos os seres forem livres.
Esse é o maior ensinamento de Buda, desapegar-se daquilo que o ego deseja, da realidade relativa criada pela mente na tentativa de nos separar da realidade absoluta. De que somos universo, que somos toda a vida manifestada. Sabe o quão grande é isso? O quão magnífico?
Tudo isso que escrevo aqui só me trás mais cede de busca, mais cede de conhecimento. Aquilo que não é estimulado cessa, já diria Monja Coen, então que esse possa ser o primeiro texto, de muitos escritos dessa busca pelo saber, pelo entendimento da mente humana, tal como ela é, sem limitações, sem barreiras e sem livre arbítrio.
Desde março desse ano venho enfrentando uma lesão inflamatório de tendinite na mão direita. Esse processo começou durante a primeira semana de avaliações do semestre, mas só depois fui buscar auxílio médico. Pra quem não sabe, cursava arquitetura, curso que segundo pesquisas demanda maior tempo de estudo, superando direito e medicina.
Como fazia questão de ser boa aluna, passar um mês sem conseguir desempenhar minhas atividades adequadamente, por estar com a mão imobilizada, foi um grande transtorno. Meu rendimento caiu, e a minha mente não soube lidar bem com isso, afetando até mesmo a recuperação da tendinite.
Foi então que comecei a perceber que precisava urgentemente diminuir o meu ritmo, não dava mais pra passar horas debruçada no computador fazendo projeto, virando madrugadas a fio. Surgiu então o pensamento sobre trancar o curso e seguir carreira holística, já que tinha começado o curso de terapia xamânica também em março. E foi justamente numa das aulas do curso que comecei a absorver a ideia de sair de arquitetura.
Decidir trancar foi muito difícil, envolvia ideias pré estabelecidas sobre o meu futuro, concepções criadas pela minha família de que sem um diploma eu não seria bem sucedida. E escutar de professores que eu era um grande talento e fazia diferença dentro de sala de aula também não tornou fácil esse processo.
Mas foi justamente nesse momento que entrei em maior sintonia com o universo e comecei a receber diversas informações tão grandiosas que me fizeram questionar se eu era verdadeiramente merecedora de tudo que a mim chegava. Foi um momento de transformação muito mágico, pois me entreguei ao universo e ele me mostrou que curar era minha missão aqui nesse planeta.
Ainda estou em processo de aprendizado, de desenvolvimento da minhas habilidades de cura, e principalmente me curando de algumas feridas emocionais que ainda se encontram abertas dentro do meu ser. Agradeço imensamente ao universo por me proporcionar tamanho crescimento.
Essa semana estava assistindo Modern Family e ouvi a seguinte frase: “É difícil ser um homem branco hoje em dia”. Uma frase que realmente define o momento em que vivemos, que alguns estão chamando de Revolta do Homem Branco. Quem me conhece, sabe que sou uma pessoa bem política, mas a percepção que tive desta frase não foi só política, também foi espiritualista.
De fato tem ocorrido uma não aceitação do homem branco, enquanto classe, aos movimentos de luta das minorias historicamente oprimidas pela classe dominante. Opressão essa que surge através de uma hierarquia imaginária, onde supostamente existiria uma característica humana superior a outra, criando assim a ideologia que o homem branco é superior a outras classes.
Entendendo que o nosso processo evolutivo se dá pela seleção natural, não dos mais fortes e sim dos mais adaptáveis, é possível tirar algumas conclusões ao se analisar a conjuntura em que vivemos. Afinal, é sabido pelos espiritualistas, que estamos numa fase de ascensão do nosso planeta Terra, e para que essa evolução planetária aconteça é necessário que o ser humano abdique de algumas crenças arcaicas como a supremacia de um ser perante o outro.
Estamos em um trânsito astrológico de Netuno em Peixes, em que se acredita estar acontecendo um despertar coletivo, o que demonstra que as nossas visões de mundo se transformarão. Olha o quão isso é magnífico! Então o que quero dizer é que cada vez mais precisaremos estar mais conectados com o outro, porque a empatia é essencial pra se conhecer a unicidade.
Somos todos Ohm, e nesse processo vai ser necessário deixar algumas pessoas para trás, pois esse planeta está se transformando um lugar onde o retorno tem um propósito maior, a própria Terra. Afinal já passou da hora desse lugar de imensurável beleza e poder transformador ser habitado por seres que compreendem o quão importante ele é.
A todos os seres que voltam por e para esse lugar, gratidão por existirem ♥
Antes
de começar é necessário explicar uma coisa: tudo que você lerá aqui são
pensamentos construídos com base em conhecimento que adquiri ao longo
da vida e questionamentos que me faço desde sempre. Não tenho uma
resposta, mas construi uma linha de raciocínio que, na minha cabeça, faz
algum sentido, e pode ser utilizada para dialogar com outras pessoas e
aprender mais sobre o universo, o sentido da vida, etc. Se quiser deixar
sua contribuição no final, fique à vontade de comentar. Dito isso,
vamos começar.
O
universo é bem grande, composto por uma quantidade impensável de
átomos. Quando tudo começou, há 13 bilhões de anos atrás, todos estes
átomos estavam juntos numa singularidade perfeitamente balanceada. Não
havia matéria, nem tempo, apenas a singularidade. Algo aconteceu, não
sabemos o quê, que resultou num desequilíbrio dessa estrutura, gerando
uma grande explosão (Big Bang).
Big Bang e Geometria Sagrada
Os
átomos se espalharam, depois se juntaram, formaram estrelas, planetas e
tudo que existe hoje. Todos estes fenômenos foram físicos e químicos e,
embora ainda não saibamos muito sobre física quântica, tudo nos leva a
crer que tais leis (físicas e químicas) são constantes, pelo menos neste
universo.
Assim
sendo, se possuíssemos um super computador capaz de simular um
universo, tudo que precisaríamos era conhecer todas as fórmulas que o
regem e todos os parâmetros iniciais do mesmo (posição e carga
energética de cada átomo, por exemplo). Do ponto de vista matemático
isso faz total sentido. Pense numa forma geométrica, uma parábola por
exemplo, ela possui uma fórmula (y² = 4px) a qual, com determinados
parâmetros irá sempre construir a mesma forma geométrica (aprendemos
isso em geometria analítica).
Para desenhar uma parábola precisamos apenas de sua fórmula
Pois
bem, se levarmos isso para um nível mais complexo, podemos criar
imagens usando apenas fórmulas e parâmetros, os chamados fractais.
Existem vários softwares capazes de gerar essas imagens e se você for
analisar o quanto de informação é necessário para replicar um fractal
ficará surpreso ao descobrir que tais softwares não precisam guardar
informação de cada pixel, mas apenas as fórmulas e parâmetros usados
(que são bem mais complexos do que uma parábola).
Imagem feita usando o software Chaotica Fractals
Assim,
podemos afirmar que possuindo uma fórmula matemática e os parâmetros,
podemos recriar estruturas geométricas complexas, desde que tenhamos as
ferramentas apropriadas.
Mas o que isso tem a ver com o universo?
Pense
num universo como um grande fractal, uma grande fórmula matemática com
uma quantidade gigantesca de parâmetros, os quais possibilitaram que
tudo seja como é hoje. O nosso Sol foi formado há 4,6 bilhões de anos,
mas já seria possível prever sua existência no primeiro milésimo de
segundo do universo (se tivéssemos aquele supercomputador que falei),
pois toda a física e química é previsível. Hoje nós sabemos calcular
rota de meteoros com um certo nível de precisão, e embora nunca sejamos
capaz de prever a posição de cada átomo do universo, podemos concluir
que a matéria se comporta de acordo com as leis que regem o cosmos.
Contudo,
temos um fator extra que altera o universo: a biologia. Para aprofundar
nosso raciocínio, vamos considerar o universo como uma simulação de
computador e que nós somos observadores. Seria possível prevermos que um
meteoro cairia na Terra e mataria os dinossauros, pois podemos calcular
a rota de todos os meteoros, prever suas colisões e mudanças de rota
devido à gravidade, calcular o tamanho do estrago e até onde o mesmo
cairia. Porém, não seriamos capazes de informar exatamente quais animais
sobreviveriam, pois seres vivos não são tão previsíveis como um pedaço
de rocha no espaço, certo?
Talvez
com dados suficientes seríamos capazes de prever quando e onde a vida
surgiria no universo. Talvez pudéssemos prever ainda o comportamento dos
seres unicelulares que são “programados” para buscar energia em forma
de alimento, pois saberíamos como eles se movem e onde há alimento. Se
expandirmos essa lógica, podemos pensar que, TALVEZ, fosse possível para
um supercomputador prever não somente as leis da física e química, mas
também comportamento biológico instintivo e até mesmo inteligência
complexa.
Fractal em loop eterno
Hoje
nós conseguimos, por exemplo, prever certos tipos de comportamento
animal e humano, mas será que conhecendo todas as variáveis, um
supercomputador poderia ser onisciente, onipresente e onipotente numa
simulação do universo de modo que ele soubesse, não somente a posição de
cada átomo, mas também que no dia 01 de junho de 2019 eu estaria
escrevendo este texto? Nós já desenvolvemos inteligências artificiais e
somos capazes de prever como elas se comportarão em determinadas
situações (desconsiderando as falhas na programação e conhecendo todos
os fatores externos do ambiente e internos da máquina em questão). Ou
seja, num suposto universo simulado, nós seriamos parte da simulação,
logo, somos previsíveis, assim como uma inteligência artificial.
Isso nos leva a um dilema: temos livre-arbítrio? Ou estamos apenas vivenciando o resultado atual da fórmula matemática que originou o nosso universo?
Levando
isto para o nível espiritual, é fácil associar este supercomputador a
um deus todo poderoso que supostamente criou a fórmula do universo e deu
“play” na “simulação” que vivemos hoje. Esta ideia não é nova, chama-se
Design Inteligente. Recomendo ler mais sobre se achou isso interessante. 😉
Mas e ai? Temos ou não livre arbítrio?
Tudo
que é simulado está sob as regras da simulação. O seu computador não
pode fazer nada além do que ele é capaz de fazer, da mesma forma que nós
não temos o poder da telecinesia para mover objetos apenas com nosso
pensamento. Estamos limitados a um universo com leis físicas, químicas e
biológicas. Mas isso não significa que somos 100% parte da “simulação”.
Os
únicos seres capazes de alterar uma simulação em tempo de execução
seriam os que estão fora dela, ou seja, quando você joga um video-game, o
personagem que você controla tem poder de decisão limitado com base nas
restrições do jogo e nos seus comandos. Contudo, você, como não faz
parte do jogo, pode alterar o código do jogo ou usar algum cheat ou mod
para permitir com que seu personagem faça algo que ele não deveria. Ao
fazer isso, você altera as leis que regem aquele universo. Portanto, se
de alguma forma nós somos agentes capazes de alterar nossa realidade
dentro deste universo, isso significa que: a) existem brechas na
simulação que nos permitem alterar o código e consequentemente o nosso
destino; ou b) nós fazemos parte do universo simulado apenas
parcialmente, pois nós também existimos fora deste universo físico.
No filme Matrix, quando alteram a simulação acontecem falhas, como um DejaVu
O
problema da primeira possibilidade é que ainda assim ela é limitada. Um
personagem de um jogo poderia usar brechas para conseguir vantagens,
mas ainda sim estaria presos as regras e as brechas dela realidade a
qual existe. A segunda opção é mais interessante para nós, pois nos
permite crer que fazemos parte de um outro universo aquém ao físico, e
que de lá nós estaríamos deliberadamente alterando este. Seria como se
nossos corpos fossem avatares e que nós estamos jogando uma realidade
virtual imersiva da qual não podemos sair enquanto o jogo não termina
para nós.
Juntando
isso tudo e analisando as diversas crenças religiosas existentes no
mundo, temos uma possível conexão que explicaria tudo. Nós somos parte
do divino, anterior ao Big Bang. Somos consciência cósmica que
deliberadamente (ou não, depende da religião) vem para o mundo físico
para alterar o mesmo, literalmente dar vida. Isso seria uma verdade para
todo ser vivo: vírus, bactérias, fungos, formigas, cães, gatos,
elefantes, macacos, humanos; cada um com um nível de consciência
diferente exercendo um papel bem simples neste universo físico: fazer
parte de um todo para cooperar com a manutenção deste universo.
Estaríamos
aqui, então, simplesmente para fazer com que essa criação divina
continue. Estamos dando um significado para a existência do universo
físico, pois o mesmo foi criado um algum propósito. Talvez, assim como
os jogos são criados para que possamos aprender e ao mesmo tempo nos
divertir, esse universo, esses corpos que possuímos, são meros
instrumentos de aprendizado e diversão na jornada da vida, obedecendo
algumas regras e assumindo as consequências de nossas ações/decisões.
Faz sentido irmos para o além do universo e voltarmos para cá diversas
vezes, para repetir a experiência, ajudar os jogadores menos experientes
e contribuir para a continuidade da existência universal.
O que podemos concluir de tudo isso?
Não
sabemos como é nossa existência fora da realidade deste universo.
Talvez sejamos um só, literalmente, e apenas quando existimos aqui
sejamos indivíduos. Talvez sejamos indivíduos separados que contribuem
para construir uma história no universo. Talvez a gente decida vir e
voltar à vida, reencarnando diversas vezes, ou talvez a gente não decida
e sejamos apenas operários seguindo ordens da rainha celstial. Talvez a
reencarnação seja uma necessidade de nossa consciência cósmica que
carece de uma vivência física. Talvez a gente precise aprender a abdicar
desta experiência física, um vício da alma, e tenhamos que aprender a
ser apenas luz e parar de querer ter outra vida física (parece que Jesus
e Buda fizeram isso).
Samsara, o loop da vida
Não
sei. Acho interessante pensar sobre, mas acho ainda mais interessante
aproveitar esta vida. Pois mesmo que o livre-arbítrio seja uma ilusão,
seja no universo físico ou mesmo no âmbito cósmico, não cabe a mim nessa
existência tentar entender o porque eu vim para cá, apenas devo fazer
meu papel dentro das limitações deste plano. Vou aprender, me divertir e
contribuir para um universo melhor. É o que parece mais sensato a se
fazer.
Desde a minha ida ao templo para meditar minha mente tem se confundido sobre o meu processo meditativo. Não sentir a minha respiração, e ao invés disso sentir uma dor no peito, me provocou profundas reflexões, até mesmo se isso não gerou algum tipo de desequilíbrio.
Considerando que a mestre havia nos dito para apenas observar a respiração, me questionei se ao invés de anapanasatti não teria feito um pranayama, pois desde que aprendi a técnica de respiração diafragmática tenho praticado meditação dessa forma.
Mas ao estudar mais profundamente entendi que tanto na primeira vez em que estive no tempo, que chorei de felicidade ao realizar a mettabhavana, entendi que entrei em um estado meditativo mais profundo, mas ainda me questiono o que foi aquele incômodo no peito, uma dor que se assemelhava a dor que senti durante a consagração de ayahuasca.
Bom, creio que a causa que proporcionou esse efeito só desvendarei com o tempo, com estudo e com bastante prática.
Gratidão universo pela oportunidade de crescimento
Hoje me acordas-te de uma forma magnífica, lembrando-me da luz que há em mim, mas mesmo assim não imaginava que o dia de hoje me proporcionaria certos tipos de reflexões como estou tendo nesse momento.
Entender que nossa ligação cósmica tem relação com testar a fé do outro é muito surpreendente, apesar de fazer todo e total sentido. Sei o quanto é fácil tender ao ateísmo quando se teve uma formação cristã, mas isso acabou te afastando de outras percepções do mundo muito além do Deus criador. E serei eternamente grata ao universo por ter feito você acreditar nele desde antes de me conhecer, estar comigo só te ajudou a estender a sua crença nele ♥
Sinto que Shanti veio pras nossas vidas com um potencial transformador que talvez nem Ajna e Prana tenham tido, e se a gente estiver em um com o universo nesse processo teremos muita paz pra conquistar nesse período. Acredito que com a agitação de Prana seja tudo que nós precisemos, certo?
Interessante que havia tempos que não escrevia algo para você dessa forma, aliás, esta talvez seja a primeira pois nunca escrevi um texto durante tantas reflexões a fundo sobre muitas coisas, quase com uma equanimidade.
Amo tanto o que nossa família tem se tornado, parece que as coisas tem acontecido da forma exatamente necessária, me lembra até aquela questão do livre arbítrio. Preciso tanto discutir mais sobre isso, com alguma pessoa que tenha mais algum entendimento do que nós dois, pois é um assunto que precisa ser desenrolado nesta mente material.
Afinal ter atenção plena e ser um com o universo certamente deve te proporcionar um certo nível de “escolha”, acho até que já li isso em algum lugar, mas preciso revirar bem a memória para recordar onde foi. O nome para isso seria escolha consciente, pois se você está presente, toda e qualquer atitude é realizada com 100% de consciência.
E não deixa nenhuma margem para o seu subconsciente decidir. Uma dádiva que só é permitida àqueles que encontram a chave para desvendá-la. Precisarei discorrer mais sobre o assunto na aula de amanhã, porque precisarei de uma orientação pra os caminhos que venho desvendando ultimamente…
Às vezes tudo parece parado Como um mar em calmaria. Mas basta que alguém deseje, Basta que alguém se movimente, E rudo se transforma, afinal Para sair da inércia É só dar o primeiro empurrão
Às vezes a gente realmente acha que o melhor é desistir, mas vale muito a pena lembrar das coisas pelas quais vale a pena viver.
Sabemos o quanto é difícil, menina. Mas já te disse Gigi: “A vida não é fácil”, mas se você sempre olhar por esse lado a vida será um poço sem fim.
Sei que esse sentimento de estar imóvel dói, mas é importante que você compreenda que é sempre importante dar o primeiro passo, pois ele sempre será o mais difícil.
Aproveite esse momento para lembrar todas às vezes em que fostes resiliente, minha querida. Lembre-se que o universo sempre coloca nos nossos caminhos obstáculos que somos fortes o suficiente para ultrapassar.
Você sabe que ainda virão diversos tipos de obstáculos, mas não se desanime. Esse mundo ainda precisa de muito amor para curar as feridas deixadas pela ganância humana.
As pessoas te feriram, sabemos disso, mas não deixe que isso te impossibilite de criar laços eternos, ou pelo menos sinceros. Lembre que você ainda é muito nova, menina, sei que toda dor que passaste deixou uma marca, mas não permita que isso ressignifique a sua existência de uma forma negativa.
Transmute, não responda ódio com ódio. Não tenha vergonha de ser amor, jamais se permita a isso. Se as pessoas “decidiram” ser tóxicas, isso não pode te afetar.
Lembre-se sempre que a vida deve ser bonita, basta que você nunca esqueça de olhar por essa perspectiva.
Você é luz, esse planeta é luz, assim como esse universo. Seja sempre sua melhor amiga. 💖 Da sua melhor versão, Te amo, nos amo e sei que você se ama 💜 Terrinha
Estava deitada, me preparando pra dormir, assistindo O Lado Bom da Vida, e comecei a pensar sobre mim mesma. E percebi que nunca escrevi um texto unica e exclusivamente sobre mim. Comecei pensar em fazer talvez uma auto análise ou coisa do tipo, mas não sei se daria certo, então apenas escreverei o que vier a mente, sem nenhum tipo de filtro. Primeiramente vamos a grande questão da minha vida: eu sou bipolar (por isso comecei a pensar vendo o filme, e daí o nome do blog). O descobri a cerca de 3 anos, depois de começar a fazer terapia. É engraçado como algumas pessoas entendem completamente errado o que é ser bipolar, o que é conviver com isso. Pra muitos, é apenas estar bem agora, e daqui a 10 minutos estar mal. Mas bom, não é bem assim. Existem duas palavrinhas na vida de um bipolar: mania e depressão, que são as crises que um bipolar tem. Mania é o estado de felicidade esplendorosa, e depressão, bom, o oposto. Não irei mais adiante com esses termos pra não transformar isso aqui num texto chato e monótono. É engraçado conviver com isso, não ter uma estabilidade emocional pode ser realmente complicado. Você simplesmente entra numa crise de depressão num piscar de olhos e quando você percebe, já está na completa merda, da desgraça total, como se fosse a pior pessoa do mundo. Mas na verdade esse é o sentimento: ser a pior pessoa do mundo, não valer nada, não ter significado. Bom, nunca me deparei no outro estágio, então não sei bem o que dizer sobre isso. Mas pelo que li, já me senti algumas vezes no topo do mundo e tal, mas nada que eu olhasse e dissesse: Estou com crise de mania. Uma coisa que eu nunca admiti é que eu tenho muito medo disso tudo machucar as pessoas que amo. Eu sei que eu sou um perigo iminente a mim mesma e não a quem me cerca, mas sei que o que faço comigo afeta sim essas pessoas. Já tentei fazer coisas idiotas nessa vida, e sei que deixei marcas em algumas pessoas por isso. Sei que o que fiz não faz de mim uma pessoa pior ou melhor, mas hoje, eu não faria novamente, mesmo não me arrependendo. Ás vezes eu gostaria de saber como é estar no outro lado de tudo, pra tentar me fazer enxergar algo que me fizesse melhorar, algo que me estabilizasse por um tempo. Talvez seja por carregar esse fardo que eu viva tão intensamente do jeito que vivo. Algumas pessoas me disseram que isso é maravilhoso, que eu realmente sinto tudo o que eu vivo, que eu passo por tudo de verdade. Bom, talvez a melhor opção seja pensar da mesma forma, pois terei que conviver com isso pro resto da minha vida.