Categoria: poema/poesia

  • lanternerthal

    É neste escuro que te vejo brincar.
    Brincar como uma criança como uma criança que descobre a luz pela primeira vez.
    Como um Neanderthal que descobre o fogo e se vendo livre pela primeira vez.
    Correndo de braços abertos, sentindo o vento, brincando com sua tocha.

  • inércia

    Às vezes tudo parece parado
    Como um mar em calmaria.
    Mas basta que alguém deseje,
    Basta que alguém se movimente,
    E rudo se transforma, afinal
    Para sair da inércia
    É só dar o primeiro empurrão

  • Suor, música, prazer

    Tudo começa com apenas um beijo, então você me puxa para perto de você e me coloca no seu colo. Suas mãos procuram o meu corpo, vasculham-o, enquanto seu pescoço recebe meus beijos. E no fundo, como sempre toca alguma música de Arctic Monkeys
    A explosão de sensações do momento me tira o ar. A forma como você me aperta, como me deseja é algo completamente surreal.
    Meu suor une-se ao seu, e torna-se um só. Alguns sons podem ser confundidos com a respiração ofegante. 
    Impossível explicar o que se sente nesse momento, e quando tudo para, nossos corpos permanecem ali, unidos. Esperando o momento que tudo aconteça novamente

  • Sem chão

    No meio daquilo tudo minha cabeça girava

    Era algo que queria, mas não o que esperava

    Mas minha armadura falou mais forte

    Tudo o que desejava era sumir dali, desaparecer,

    Apagar tudo aquilo da minha memória.

    Em meio as lágrimas tudo parecia fora de lugar,

    Acreditar que aquilo realmente tinha acontecido.

    Bom, acreditar só piorava tudo.

    Uma explosão de sentimentos 

    Que ainda está solta dentro de mim

    Explicar? Impossível,

    Afinal não se pode explicar o inexplicável.

    A grande questão talvez seja

    Como sair desse navio que teima a afundar.