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o que a tendinite me ensinou
Desde março desse ano venho enfrentando uma lesão inflamatório de tendinite na mão direita. Esse processo começou durante a primeira semana de avaliações do semestre, mas só depois fui buscar auxílio médico. Pra quem não sabe, cursava arquitetura, curso que segundo pesquisas demanda maior tempo de estudo, superando direito e medicina. Como fazia questão de ser boa aluna, passar um mês sem conseguir desempenhar minhas atividades adequadamente, por estar com a mão imobilizada, foi um grande transtorno. Meu rendimento caiu, e a minha mente não soube lidar bem com isso, afetando até mesmo a recuperação da tendinite. Foi então que comecei a perceber que precisava urgentemente diminuir o meu ritmo, não dava mais pra passar horas debruçada no computador fazendo projeto, virando madrugadas a fio. Surgiu então o pensamento sobre trancar o curso e seguir carreira holística, já que tinha começado o curso de terapia xamânica também em março. E foi justamente numa das aulas do curso que comecei a absorver a ideia de sair de arquitetura. Decidir trancar foi muito difícil, envolvia ideias pré estabelecidas sobre o meu futuro,…
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a chegada até aqui
O processo de chegar até aqui não foi muito fácil, como nada na vida deveria ser, mas depois de tantos anos tentando chegar num lugar, me ver, aos 25 anos, saindo de um outro curso de graduação tem sido um pouco assustador. Talvez porque pela primeira vez na minha vida sinto que deixo pra trás, definitivamente, as pressões conservadoras que me dizem que não serei alguém, porque vamos combinar, o que te define como alguém além de ser você mesmo? Mas o que mais assusta não é o que foi, pois o passado já não define mais quem sou, é justamente essa fase de (re)descoberta que sinto acontecer em mim, a cada momento dos meus dias. Pois sei uma vez que aceitei que irei seguir o meu objetivo de ter vindo para este planeta, compreendi que esse caminho é completamente desconhecido, como mergulhar pela primeira vez, no mais profundo oceano com apenas snorquel e uma lanterna de pilha. Sei que esse momento vai ser um momento de olhada pra dentro muito intensa, preciso realmente revirar tudo que já fui, e…
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inércia
Às vezes tudo parece paradoComo um mar em calmaria.Mas basta que alguém deseje,Basta que alguém se movimente,E rudo se transforma, afinalPara sair da inérciaÉ só dar o primeiro empurrão
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são paulo, 16 de dezembro de 2018
Luli, Às vezes a gente realmente acha que o melhor é desistir, mas vale muito a pena lembrar das coisas pelas quais vale a pena viver. Sabemos o quanto é difícil, menina. Mas já te disse Gigi: “A vida não é fácil”, mas se você sempre olhar por esse lado a vida será um poço sem fim. Sei que esse sentimento de estar imóvel dói, mas é importante que você compreenda que é sempre importante dar o primeiro passo, pois ele sempre será o mais difícil. Aproveite esse momento para lembrar todas às vezes em que fostes resiliente, minha querida. Lembre-se que o universo sempre coloca nos nossos caminhos obstáculos que somos fortes o suficiente para ultrapassar. Você sabe que ainda virão diversos tipos de obstáculos, mas não se desanime. Esse mundo ainda precisa de muito amor para curar as feridas deixadas pela ganância humana. As pessoas te feriram, sabemos disso, mas não deixe que isso te impossibilite de criar laços eternos, ou pelo menos sinceros. Lembre que você ainda é muito nova, menina, sei que toda dor que passaste…