Com algumas conversas percebi que o que eu realmente amo em você era a ideia que você me passava. A ideia de ter alguém pra dormir ao meu lado, a ideia de como eu poderia ser feliz ao seu lado. Mas no ideal tudo é perfeito, e você sempre foi real, cruelmente real.
Na verdade eu não sei o que acontece comigo, que eu sempre tenho essa necessidade crucial de estar com alguém. Nunca consegui ficar muito tempo realmente sozinha – talvez seja a hora ideal de trabalhar nisso (e lá venho eu de novo com esse plano perfeito).
Talvez eu precisa aprender a viver sozinha, não sozinha sem amigos, mas sozinha sem amores. Possa ser o melhor pra mim, não sei bem ao certo. Mas de qualquer forma, eu preciso rever as coisas que se passaram comigo nos últimos tempos, percebi que a forma impulsiva como eu tenho agido só tem me levado a autodestruição.
Acredito que tudo isso uma hora vai ter alguma serventia nessa vidinha de merda que eu tenho levado nas últimas semanas, afinal temos que levar tudo como forma de aprendizado. Nessas horas queria que tudo fosse fácil como meu querido Nando Reis diz: “É só você lavar o rosto e deixar que a água suja leve pra longe do seu corpo o infeliz passado”.
A grande vantagem nisso tudo é que quanto mais eu escrevo, parece que as palavras me curam de alguma forma, me confortam. E principalmente, me dão a certeza de que um futuro maravilhoso está por vir.